Rosane Lage Lacerda


 Após fazer o tratamento de canal quais os cuidados deve-se tomar


Após o tratamento de canal muita gente se questiona como ficam os hábitos do dia a dia. Para que os cuidados em consultório tenham sucesso absoluto é importante tomar outros cuidados. Evitar certos tipos de alimentos, escovar os dentes com delicadeza e não esquecer o fio dental são alguns que não podem faltar. Conheça quatro cuidados necessário após o tratamento de canal.

1 - É PRECISO EVITAR ALGUNS ALIMENTOS

Quando um tratamento de canal é realizado, o dente acaba perdendo sua estrutura e ficando um pouco mais fraco. Até realizar a restauração completa, na próxima consulta, é importante que a pessoa tenha paciência e evite certas guloseimas no pós-tratamento. Orienta-se evitar alimentos muito duros, enquanto estiver com o curativo aguardando pela restauração definitiva.

2 - NÃO ESQUEÇA O FIO DENTAL NA HIGIENE

A limpeza precisa ser constante e de forma bem suave, principalmente no local tratado para não haver o risco de surgir novas cáries, aquelas vilãs de todo sorriso. Sofia também orienta a prática cuidadosa de uma ferramenta. O uso do fio dental é de extrema importância nesses casos, pois somente ele poderá evitar as temidas cáries ocultas, aquelas se iniciam entre os dentes, imperceptíveis em estágio inicial. Para ter um melhor resultado, use aquele modelo que desliza de forma tranquila entre os dentes e ainda protege sua boca de doenças como a gengivite e as lesões cariosas.

3 - VÁ AO DENTISTA APÓS O TRATAMENTO

Quando o profissional termina de fazer o canal, não significa que o tratamento acabou por ai. "Após o término do procedimento o paciente deverá continuar indo ao consultório para que se realize a parte restauradora do elemento tratado". Essa reabilitação final pode ser feita com uma prótese unitária, coroas, ou uma restauração direta retida a pino.

4 - MEDICAÇÕES PODEM ALIVIAR A DOR

Logo após o tratamento de canal, o paciente pode sentir algumas dores e incômodos na hora de mastigar. "Nesses casos indicamos analgésicos comuns. Caso a dor persista, o dentista poderá indicar outras medicações mais específicas, podendo ser anti-inflamatórias ou até mesmo antibióticas", conclui. Lembre-se que toda medicação precisa ser prescrita pelo seu dentista. Não arrisque em recomendações próprias ou de amigos. Cuide da saúde do seu sorriso!

 



QUANDO USAR O FIO DENTAL: ANTES OU DEPOIS DA ESCOVAÇÃO? 
Não há consenso quando o assunto é o uso do fio dental antes ou depois da escovação. Dentistas garantem que o importante é não deixar de criar este hábito no momento da higiene bucal.

Fio dental antes
Os especialistas que defendem o uso do fio dental antes da escovação destacam entre os fatores a preguiça. Isso mesmo! Melhor fazer o trabalho duro primeiro, para não correr o risco de deixar de fazê-lo. Além disso, fazendo a limpeza inicial com o fio dental garante que o creme dental e o flúor penetrem nos lugres antes obstruídos por resíduos de comida.

Fio dental depois
Os que defendem o uso do fio dental depois da escovação dizem que ele garante a remoção das placas bacterianas causadoras da cárie e a remoção dos resíduos deixados pela escova de dente.

O importante é fazer direito
Já que não há um consenso quanto ao antes e depois, uma coisa todos os especialistas concordam: mais importante do que decidir se o momento correto de utilização do fio dental é posterior ou não à escovação, é a certeza de que se está fazendo e, mais ainda, se você está fazendo da forma correta. 

Apenas de 10% a 15% das pessoas utilizam o fio dental, sendo que ele é essencial para garantir a limpeza e a remoção das placas bacterianas, além de prevenir a gengivite, inflamação na gengiva.
 
Se você já entende a importância de adquirir este hábito, confira algumas dicas que podem ajudar na aplicação do fio:
 
– Você deve observar qual o melhor tipo para a sua arcada dental. Há o fio e também a fita dental, onde a diferença está no formato. A fita é mais fina e achatada e o fio é mais cilíndrico, sendo indicado para quem tem pouco espaço entre os dentes.

– O fio, ou fita dental, deve ser utilizado em todos os dentes, tanto na arcada da frente, quanto na de trás.

– Passe o fio delicadamente entre os dentes lembrando o formato de um “C”;

– Pegue cerca de 40 cm de fio e utilize sempre um novo pedaço para cada dente;

– Para se certificar que você realizou uma limpeza correta, seu dentista pode recomendar pastilhas evidenciadoras de placa. Após a escovação você mastiga as pastilhas e elas mancham os locais que ainda contém sujeiras.
 
CURIOSIDADE:
Você já ouviu falar do aparelho que substitui o fio dental?
Um aparelho foi criado para substituir o fio dental, usado com água e com o enxaguante bucal. Basta carregar o líquido e depois jatear entre os dentes, naqueles lugares onde você deveria passar o fio para eliminar aquelas sujeitinhas que restaram após a escovação. Será que funciona mesmo? Neste caso, o método tradicional do fio não seria melhor? Enfim, tentam vender de tudo, mas e depois que a bateria acaba, será que a preguiça não aumenta e as cáries aparecem?
 
A verdade mesmo é que o bom e velho fio dental, usado de maneira correta, remove toda a sujeira que está entre os dentes e gengiva de forma ultra eficiente e barata.

 Como surgiu a pasta de dente?
O creme dental é um item indispensável para a higiene da boca, sempre aliado a escova de dentes a ao fio dental. Atualmente, existem diversas marcas, cores e sabores no mercado, mas você sabe como esse produto surgiu?

Os primeiros registros de algo criado com a função de promover a limpeza da boca e melhorar o hálito são do século IV antes de Cristo. Durante este período, as pessoas produziam cremes dentais a partir de flores esmagadas, sal, pimenta e folhas de menta.
 
Outros manuscritos mostram que alguns povos antigos usavam cinzas de ossos de boi e cascas de ovos para passar nos dentes. Esse hábito até podia eliminar a placa bacteriana, mas também era altamente abrasivo para o esmalte dental, prejudicando os dentes.
 
Já na Inglaterra do século XVIII, existiam cremes dentais produzidos com pó de porcelana, sal e até mesmo tijolo.
 
Felizmente, houveram grandes avanços na química e na odontologia. Atualmente podemos contar com produtos de qualidade e pouco abrasivos, que garantem um hálito fresco e protegido.
 
Converse com o seu dentista e descubra qual é o creme dental mais adequado para as suas necessidades. 

Escovar os dentes regularmente reduz os riscos de avc
Parece estranho, mas pesquisas já comprovaram que manter a boca limpa ajuda a proteger contra ataques cardíacos e derrames. Isso porque a má higiene dental e o sangramento nas gengivas podem permitir que até 700 tipos de bactérias existentes na boca entrem na corrente sanguínea. Por isso, sempre escove os dentes após as refeições e visite o seu dentista regularmente!

Como aliviar a dor dos primeiros dentes do bebê?

Há medidas que os pais podem tomar para melhorar os sintomas durante esta fase:

  • Dê ao seu filho algo para mastigar, como um mordedor de borracha.
  • Dependendo do tipo de dieta que o bebe já está acostumado, alimentos sólidos e frios, como uma compota de maca, frutas e vegetais podem ajudar em aliviar os sintomas. No entanto cuidado com pedaços, como cenoura ou pepino. Corte pedaços pequenos para que o bebe não engasgue.
  • Com o dedo limpo, esfregue a gengiva do bebe na região onde o dente está nascendo, isto trará alivio.
  • Salivação excessiva é parte do processo de rompimento da gengiva pelos dentes. Para evitar a irritação da pele, mantenha um pano limpo à mão para secar o queixo de seu bebê.
  • Esfregando a gengiva com um gel tópico para alívio da dor também é uma opção, no entanto consulte com o seu pediatra sobre esta opção. Alguns medicamentos como a benzocaina, e aspirina podem ser prejudiciais para o seu bebe. Medicamentos como Tylenol e Ibuprofeno devem ser administrados apenas com a prescrição de um especialista.

Como os pais tem certeza que o choro é por causa do dente que está nascendo?

A chegada dos primeiros dentes pode ser um momento frustrante para muitos pais, pois os bebes podem tornar-se um pouco irritados. Durante a chegada dos primeiros dentes na boca, algumas crianças podem experimentar.

  • Aumento na salivação, babando com maior frequência.
  • Inchaço e sensibilidade da gengiva
  • Maior irritabilidade
  • Habito de querer morder
  • Recusar a mastigação de alimentos
  • Alteração do sono
  • Vermelhidão na pele do rosto devido ao acumulo de saliva
  • Em alguns casos até mesmo febre

 Alivia mesmo camomilina e Funchicoria? Em que quantidade?

Chá de camomila tem sido usada há anos, especialmente para a dentição do bebe. A camomila é usada por suas propriedades calmantes e pode trazer alívio. Você pode usar camomila sozinho, fazendo uma infusão das flores e dando-o em uma mamadeira ou copinho.  O chá de camomila também pode ser congelado na forma de picolés, agindo de forma dupla, sendo que o frio acalma as gengivas.

É adequado dar um mordedor ou um objeto para aliviar o incômodo?

Sim, isto trará grande alivio para a crianças. Os bebês gostam de mastigar durante esta fase de erupção dos dentes por um bom simples motivo: A ação fornece contrapressão, o que alivia a pressão dolorida de novos dentes brancos e brilhantes que empurram para cima e para fora da boca. Anéis de borracha, chocalhos e outros brinquedos próprios funcionam bem. O alivio é ainda mais eficaz quando o objeto é gelado, entorpecendo a gengiva. Tente uma toalha molhada congelado, frutas congeladas, como bananas e ameixas, mas apenas sob supervisão de um adulto e com o bebê sentado ou apoiado na posição vertical, para que ele não engasgue.

Quando se preocupar de verdade com o nascimento do dente de leite? Quando consultar um especialista?

Um pouco de febre ou fezes levemente moles, acompanhado por excesso de salivação e gengivas sensíveis, é quadro provável de nascimento dos dentes. No entanto se alguns dos seguintes sinais se tornam presentes, procurar um especialista é a melhor solução:

  • Medicação e manobras para dor não trazem alivio
  • A febre é alta, acima de 40 ° C, e não pode ser controlada com medicação
  • A criança parece estar em dor severa, ou é extremamente irritado ou letárgico
  • Os sintomas duram mais do que dois ou três dias
  • A diarreia é muito aguado ou contém sangue

  • Mulheres: Alterações hormonais e os cuidados com a saúde bucal

    Gravidez, alterações hormonais, puberdade – as mulheres devem ter um cuidado especial. Escovação, uso do fio dental, uma dieta saudável e exercícios físicos são importantes para a saúde bucal por toda vida. Há momentos em que cuidados extras são necessários, como na puberdade, menopausa, menstruação e gravidez. Durante esses períodos, o organismo passa por mudanças hormonais que podem afetar todo o corpo, incluindo a gengiva. A gengiva torna-se sensível e diversas reações podem ocorrer devido à flutuação hormonal, tornando-a mais susceptível às doenças periodontais.

    A atenção à saúde bucal entre mulheres, pode mudar de acordo com os diferentes estágios da vida.

    A menstruação:
    Pouco antes ou durante a menstruação, algumas mulheres podem um sangramento e ou inchaço da gengiva. Outras mulheres desenvolvem herpes e aftas. Os sintomas geralmente desaparecem uma vez que a menstruação começa.

    Contraceptivos orais:
    Os usos de contraceptivos orais provocam uma alteração hormonal que pode provocar inchaço e sangram com facilidade. O hormônio progesterona encontrado nos contraceptivos orais pode fazer com que a gengiva fique mais sensível a substâncias irritantes na boca, como a alimentação ou placa.

    Gravidez:
    Até 75 por cento de todas as mulheres grávidas têm gengivite. Durante a gravidez, as alterações hormonais tornam a boca mais suscetível à gengivite. A gengivite relacionada a gravidez geralmente aumenta no segundo trimestre. Durante este tempo, algumas mulheres podem notar inchaço, sangramento, vermelhidão ou sensibilidade na gengiva. Eles também podem ter a halitose (mau hálito) a partir do aumento dos hormônios da gravidez.

    Parto prematuro:
    Mulheres grávidas que têm doença periodontal podem aumentar em sete vezes a probabilidade de ter um parto prematuro, quando comparadas às mulheres sem a doença periodontal. Enquanto são necessárias mais pesquisas para determinar como a doença de gengiva influência nos resultados da gravidez, qualquer infecção bacteriana similar à periodontite em mulheres grávidas é motivo de preocupação. Muitos estudos indicam fortemente que as infecções bacterianas que causam periodontite moderada ou severa em mulheres grávidas aumentam o risco de parto prematuro e bebês de baixo peso. Quanto mais grave a infecção, maior o risco para o bebê. Essas pesquisas indicam que as bactérias presentes na boca e nas cáries podem desencadear os mesmos fatores que infecções do trato genital e urinário desencadeariam. Essas substâncias biológicas produzem inflamação no colo do útero, que pode causar dilatações e contrações. Pesquisas também sugerem que a doença periodontal aumenta o risco de pré-eclâmpsia, uma desordem com risco de vida que ocorre em meados da fase final da gravidez e é caracterizada pela pressão arterial elevada. É recomendado para pacientes mulheres que realizem um exame clínico periodontal antes do início de uma gravidez. Mulheres diabéticas têm o risco elevado de desenvolvimento da doença, tornando-se ainda mais importante o acompanhamento periodontal durante a gravidez.

    Menopausa:
    Esta transição normal, geralmente em torno de 50 anos de idade, marca o momento na vida de uma mulher quando ela deixa de menstruar. Ele também pode sinalizar o início de mudanças na saúde dos dentes e da gengiva, como dor ou desconforto, gengivas vermelhas ou inflamadas, sensações de ardor, sensação de alteração do paladar (salgados, metálico, picante, azedo), boca seca (xerostomia) e perda óssea. As mudanças associadas com a menopausa podem ser devido a alterações hormonais, deficiências de cálcio e de vitamina, entre outas condições médicas e o uso de medicamentos.

    Osteoporose:
    Esta condição é caracterizada por diminuição da densidade da massa óssea. Um número crescente de estudos tem sugerido uma relação entre a osteoporose e perda óssea na região dos maxilares. Esta perda óssea associada a doença de gengiva, acelera o processo de perda óssea, provocando mobilidade dos dentes e eventual perda deles.