Rosane Lage Lacerda

O que acontece no tratamento de canal? 

O dente terá que ser aberto para que o dentista possa retirar a polpa dentária infecionada. O próximo passo é limpar bem, desinfetando o canal que, posteriormente, será preenchido por um material próprio responsável por proteger o dente. O tempo do tratamento vai variar. Tudo pode ser resolvido em um único dia ou pode levar de três a quatro sessões. Isso também vai depender da extensão da lesão e de como suas raízes foram comprometidas.


É possível realizar tratamento de canal em dente de leite?

Muitos papais e mamães ficam espantados ao descobrir que os pequenos também passam por esse tipo de procedimento. Entretanto, o procedimento pode ocorrer, na maioria dos casos, por problemas de cáries extensa ou à um trauma, como quedas. Confira algumas dúvidas sobre o tratamento.

EM QUE MOMENTO JÁ PODE SER FEITO UM CANAL?

A partir do momento em que o dente nasce e entra em posição, já está sujeito à sofrer ação das bactérias da cárie, que quando não tratadas, podem evoluir para um canal. Nos casos de acidentes o tratamento pode ser indicado se o dente sofrer um avulsionamento (sair por inteiro do alvéolo) após traumatizar a parte anterior da maxila.

Mas somente um dentista poderá determinar a necessidade de um tratamento de canal. É preciso sempre realizar um bom exame inicial e levar em conta algumas questões como idade, análise de raio-X, posicionamento do permanente, impossibilidade de reconstrução, se há reabsorção interna ou externa , entre outros que poderão contraindicar esse procedimento.

COMO É FEITO O TRATAMENTO?

O acesso aos condutos e a limpeza do sistema de canais radiculares é bem semelhante do procedimento feito em adutos. O que difere é a instrumentação e finalização, pois é preciso levar em conta que o dente permanente irá induzir a reabsorção daquela raiz.  Se o caso for de pulpite, uma inflamação da polpa (que é a parte viva do dente), a anestesia local será necessária. Se for um caso de necrose, onde há a "morte" dessa polpa, a criança não precisa receber anestesia.

O DENTE DE LEITE VAI CAIR MESMO ASSIM?

Mesmo após tratado e salvo, o dente de leite vai cair inevitavelmente e isso não significa que o permanente nascerá com alguma imperfeição. Se o tratamento for bem realizado, respeitando o limite de atuação, posição do permanente, eliminando focos de infecção, o permanente não apresentará sequela alguma. Para isso, é importante realizar o procedimento com um profissional qualificado e de confiança.

OS PRINCIPAIS CUIDADOS DEPOIS DO TRATAMENTO

Assim como o permanente, o dente fica mais fragilizado, normalmente perde-se boa parte da estrutura. É importante buscar uma restauração adequada para devolver à esse pequenino paciente função e estética, mantendo o dente decíduo em posição até que o permanente caia de forma natural, ocupando aquele lugar.

PAPAIS, FIQUEM DE OLHO NA PREVENÇÃO!

Como tudo na vida, a prevenção é a melhor forma de evitar qualquer tratamento cirúrgico. Além de amenizar a ingestão de açúcar, a odontopediatra indica cuidados simples para o dia a dia. Acompanhar de perto a escovação da criançada, auxiliando os pequenos, utilizar pastas com flúor nas crianças maiores de 06 anos e evitar quem elas façam consumo exagerado de doces e balas no dia a dia.

TRANSFORME A HIGIENE EM ALGO BACANA

O ideal é utilizar uma escova de dentes feita exclusivamente para o seu filho. As escovas infantis possuem indicações de idade e você confere qual se encaixa com a fase dele. Todas, porém, possuem cerdas macias e cabo antideslizante para tornar o momento da escovação mais divertido e saudável.



O que acontece se eu não fizer o tratamento de canal? 

A falta de tratamento endodôntico pode resultar em uma infecção na raiz e nos tecidos vizinhos, além de poder levar a sérias consequências à saúde, entre as quais:


 Quais são os procedimentos para se tratar um canal de dente? 

O tratamento de canal é feito em várias etapas, realizadas em várias visitas ao dentista, dependendo do caso.

Primeiramente, é feita uma abertura na da parte posterior de um dente frontal ou na coroa de um dente posterior, molar ou pré-molar.

Em seguida a polpa infeccionada é removida (pulpectomia). O espaço pulpar e os canais são esvaziados, alargados e limados, em preparação para o seu preenchimento. Uma restauração temporária é colocada na abertura da coroa, a fim de proteger o dente no intervalo das visitas.

Para finalizar o tratamento, a restauração temporária é removida e a cavidade da polpa e os canais são preenchidos permanentemente. Um material em forma de cone (flexível) é inserido em cada um dos canais e geralmente selado em posição com um cimento apropriado. Uma coroa é geralmente colocada sobre o dente para restaurar seu formato e lhe conferir uma aparência natural. Se o dente estiver fraturado ou muito destruído pode ser necessário colocar um pino cimentado no canal antes da confecção da coroa.


Existe alternativa para o tratamento endodôntico?

A remoção do dente é a única alternativa ao tratamento endodôntico. Embora pareça uma solução simples, o vazio deixado na arcada dentária causará problemas estéticos, de mastigação e fala, e ainda pode haver movimentação dos dentes próximos a essa falha. Esses problemas exigirão uso de implantes, próteses, entre outros.

Quais os cuidados devem ser tomado com os dentes depois do tratamento do canal de dente? 

O índice de sucesso do tratamento de canal é de 90%. O tratamento de canal não enfraquece o dente, que pode permanecer na boca por tanto tempo quanto um dente íntegro.

Após o tratamento de canal, o dente necessita de cuidados especiais. O primeiro cuidado é restaurar o dente o mais breve possível. Outro cuidado que se deve tomar é fazer controle clínico, através de radiografia após 6 meses do tratamento. Se o dente apresenta lesão óssea, os controles são realizados a cada 6 meses até o desaparecimento da lesão. Se essa lesão não diminuir ou não desaparecer no período de 2 anos, é recomendável que se repita o tratamento de canal ou se faça a cirurgia, para evitar a extração do dente.
 

Em alguns casos, o dente tratado pode voltar a doer. Os pricipais motivos quando isso acontece são falha do tratamento anterior; dentes com anatomia complicada de raízes; calcificação de canais; quebra ou perda da restauração do dente com canal tratado, que pode causar a recontaminação do canal etc.

Em alguns casos, o dente tratado pode voltar a doer. Os pricipais motivos quando isso acontece são falha do tratamento anterior; dentes com anatomia complicada de raízes; calcificação de canais; quebra ou perda da restauração do dente com canal tratado, que pode causar a recontaminação do canal etc.

O tratamento de canal não é contra-indicado para pacientes diabéticos, desde que a diabete estiver controlada. O tratamento pode ser realizado sem problemas, porém o cirurgião dentista deve estar atento ao tipo de medicamentos prescritos.
 

Também merecem cuidados especiais os pacientes com problemas cardíacos que já se submeteram à cirurgia ou que apresentam defeitos congênitos. Essa precaução deve ser tomada não somente quando se realiza tratamento de canal, mas também em qualquer outro tipo de intervenção dentária.O índice de sucesso do tratamento de canal é de 90%. O tratamento de canal não enfraquece o dente, que pode permanecer na boca por tanto tempo quanto um dente íntegro.
 

Após o tratamento de canal, o dente necessita de cuidados especiais. O primeiro cuidado é restaurar o dente o mais breve possível. Outro cuidado que se deve tomar é fazer controle clínico, através de radiografia após 6 meses do tratamento. Se o dente apresenta lesão óssea, os controles são realizados a cada 6 meses até o desaparecimento da lesão. Se essa lesão não diminuir ou não desaparecer no período de 2 anos, é recomendável que se repita o tratamento de canal ou se faça a cirurgia, para evitar a extração do dente.
 

Em alguns casos, o dente tratado pode voltar a doer. Os pricipais motivos quando isso acontece são falha do tratamento anterior; dentes com anatomia complicada de raízes; calcificação de canais; quebra ou perda da restauração do dente com canal tratado, que pode causar a recontaminação do canal etc.

Em alguns casos, o dente tratado pode voltar a doer. Os pricipais motivos quando isso acontece são falha do tratamento anterior; dentes com anatomia complicada de raízes; calcificação de canais; quebra ou perda da restauração do dente com canal tratado, que pode causar a recontaminação do canal etc.
 

O tratamento de canal não é contra-indicado para pacientes diabéticos, desde que a diabete estiver controlada. O tratamento pode ser realizado sem problemas, porém o cirurgião dentista deve estar atento ao tipo de medicamentos prescritos.

Também merecem cuidados especiais os pacientes com problemas cardíacos que já se submeteram à cirurgia ou que apresentam defeitos congênitos. Essa precaução deve ser tomada não somente quando se realiza tratamento de canal, mas também em qualquer outro tipo de intervenção dentária.


Será que posso fazer clareamento nos dentes? 

Quase todas as pessoas que possuem dentes naturais e permanentes podem realizar o clareamento dental. O dentista irá avaliar a saúde bucal e recomendar o método mais adequado para você.
Consultar o dentista é importante, pois cada um responde de uma maneira diferente a cada tipo de clareamento. Algumas pessoas respondem bem às técnicas de clareamento, enquanto outras necessitam de um tratamento diferenciado para obter o sorriso que desejam.


O que é profilaxia dental? 

Todos queremos dentes brancos, uma boca limpa e um hálito refrescante não é mesmo? Isso é possível através de uma dieta cuidadosa, hábitos diários de higiene e profilaxia periódica dos dentes realizada pelo seu dentista. A profilaxia odontológica ou simplesmente limpeza dos dentes, é o procedimento que o dentista realiza para remover o biofilme (placa) e o cálculo (tártaro) dental. A placa e o tártaro causam inflamação dos tecidos de suporte (gengiva, ligamento periodontal e osso) provocando sangramento e inchaço gengival, mobilidade e até a perda dos dentes. A profilaxia dos dentes é realizada através do uso de curetas e do aparelho de ultrasson. O ultrasson é um aparelho possível de ajustar a potência, o que resulta num procedimento de mínimo desconforto. Somente alguns pacientes com hipersensibilidade dentária necessitam de anestesia.


Quais são os sinais e sintomas que indicam a necessidade do tratamento de canal?

Quando é necessário realizar o tratamento de canal?

O tratamento de canal torna-se necessário quando o tecido pulpar do dente é contaminado pela cárie dentária, causando a entrada de bactérias na câmara pulpar. Bactérias e os seus subprodutos causam um processo irritativo e inflamatório do dente, resultando inicialmente numa sensibilidade e eventualmente em dor de dente.  Esta infecção do canal radicular pode causar:

Para prevenir o aumento progressivo da dor, os demais sinais e sintomas citados, e a necrose total da polpa dentária, recomenda-se realizar o tratamento antes do aparecimento desses sinais e sintomas, tanto pelo bem estar do paciente como pelo índice de sucesso de tratamento. Quanto maior a infecção da polpa dentária e quanto mais demorada for a procura pelo profissional, o prognóstico do dente torna-se menos favorável, ou seja, as chances de sucesso e sobrevida do dente são menores.

Toda dor de dente indica o tratamento de canal?

Não. Uma pulpite (a inflamação da polpa), popularmente conhecida como dor de dente, pode ser classificada como reversível e irreversível. A pulpite reversível é caracterizada por uma dor de duração curta que se dissipa após a remoção do estímulo. Ela também é caracterizada por sensibilidade apenas a temperaturas frias e pode ser considerada uma dor localizada. Esse tipo de dor diminui quando removido o agente agressor, no caso a cárie. Portanto esses casos não necessitam do tratamento. Se a pulpite reversível não for tratada, pode evoluir para uma pulpite irreversível e para este caso o tratamento é indicado.

Por que, em alguns casos, deve ser feito um retratamento endodôntico?

O retratamento endodôntico é realizado nos casos em que o primeiro tratamento endodôntico não teve sucesso. O insucesso nesses casos pode ser pela falha na localização de todos os canais radiculares presentes. Canais não instrumentados e limpos certamente comprometem a sanificação, ou seja, a limpeza por completo da polpa dentária, o que pode resultar na remissão dos sinais e nos sintomas da inflamação pulpar.  Outro motivo que torna necessário o retratamento endodôntico é a qualidade da obturação do canal radicular. A obturação é considerada a etapa final de fechamento dos condutos radiculares. Canais com uma obturação aquém da desejável podem levar a uma nova contaminação do canal radicular, ocasionando lesões na região do ápice radicular.

Existe alternativa para o tratamento endodôntico?

A remoção do dente é a única alternativa ao tratamento endodôntico. Embora pareça uma solução simples, o vazio deixado na arcada dentária causará problemas estéticos, de mastigação e fala, e ainda pode haver movimentação dos dentes próximos a essa falha. Esses problemas exigirão uso de implantes, próteses, entre outros.